Quando saímos de dentro de nós!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
sábado, 29 de outubro de 2011
Sou feliz
Ouço
A música que quero
Vivo
As pessoas que quero
Sou
O que quero
Menos, mais e o que quero
Do que aceitar o Presente?
terça-feira, 20 de setembro de 2011
1º Cenário
Tarde de Domingo. Chegamos a casa após o café. O meu pai segura na mão um objecto cujo nome desconheço. Aproxima-se de uma árvore pequenina e desenterra-a para a voltar a enterrar na mata que rodeia a nossa habitação. Não é um cenário que já não tenha acontecido. Com as mesmas personagens. Termina todo o processo. Chove. E ele grita da mata enquanto contempla a árvore:
- Elsa abre a torneira para eu regar a árvore.
Chove.
- Pai… Chove!
- Correcção. Chove um bocadinho. Sai mais água da mangueira!
2º Cenário
Tarde de Domingo. Jogamos cartas (sueca) com os nossos amigos no café. É a vez do Sr. Domingos dar cartas.
Ele mostra a carta de trunfo e à volta coloca três aglomerados de cartas. Forma uma pirâmide.
Eu:
- O Sr. Domingos está a dar cartas ou a distribuir o tarot... Só falta o turbante para parecer a Maya.
3º Cenário
Tarde de um dia qualquer. Diz-me uma pessoa a falar de outra:
- Ela é pior do que o Espírito Santo!
- Não percebi!
- Pior do que o Espírito Santo… Está em toda a parte.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Palavras
Gestos
Pessoas cheias de palavras e gestos
Gestos
Pessoas
Palavras cheias de gestos e pessoas
Pessoas
Palavras
Gestos cheios de pessoas e palavras
Esta noite danças?
domingo, 12 de junho de 2011
Mudo a cor do cabelo, a marca do batom, o formato do biquíni que uso.
Mudo de roupa e de sapatos.
Mudo.
E gostava de mudar-me de mim.
Posso?
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Concebo-me pessoa numa estória de amor
Não correspondido a todos
Apenas aquele
Em que encontrar
É medo de já não ser suficiente
Vejo-a ser levada
Sinto-a beijar-me com o olhar
Sigo-a
[Até perder o que sou]
Vejo-a ser despida
Para que o Deus dos Homens
Veja a sua imundice
Onde só vejo a mulher
[Que amo]
Planeiam esfola-la
Faço-os procurar a pedra
Que os constitui
Ficamos sós com o temp(l)o
Seguro-a nua
Quero-a. Abraço-a.
Foco-me na nossa hiperventilação
Quase a beijo
Abraço-a. Quero-a mais.
Não há tempo.
Mato-a com as minhas mãos
Pertenço-lhe e à sua elipse
Abandono-nos. Apedrejam-na.
Sei-me morto
Por um beijo que não foi dado
Pertenço-lhe
quarta-feira, 30 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
I
À luz da vela
Branca
Recém-acesa
Iluminadora
De lápis verde
Infinito
Útil
A Lua. Longe,
Quase escondida,
Mas, deste lado da Terra
Invadida por sons, ruído, barulho
TOM… TOM… TOM…
Computador desligado!
À procura
No interior e exterior
De mais luz
À procura de um NADA
Aquele,
Um NADA que é TUDO
À procura de Ser
II
À procura do NADA/TUDO
O NADA Eu
OTUDO o Outro
O Outro mágico
Espelho do Eu
[Esse EU sem Outro
Solidão]
III
A luz da vela mantêm-se
Chegará para iluminar-me?
quarta-feira, 9 de março de 2011
Geração rasca
Geração «à» rasca
Afirmam-se
Cansados de SER
Jovens licenciados desempregados
Jovens desempregados
Jovens
Afirmam-se
Exaustos de estudar
Exaustos
[Possuirão ainda ânimo para trabalhar?]
Afirmam-se
Imobilizados pelo sistema
Do trabalho precário
Das entrevistas fachada
Dos CV`s
[Alegrem-se
Chegará o dia em que morrer
Estará pendente do respectivo, CV!]
Afirmam
Não há trabalho.
[Correcção: O emprego
Não espera apanhar-nos à socapa
À saída da universidade.
Existirão empregos?]
Afirmam
Não tenho meio de transporte.
[Correcção: O carro
Não espera apanhar-nos à socapa
À saída da DGV.]
Afirmam
Não posso ter uma casinha.
[Correcção: A casinha
Também, não espera apanhar-nos à socapa.]
Afirmam-se
Cansados de não TER!
SER, já não é prioritário!
Afirmam-se
Cansados de SER!
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