quinta-feira, 2 de dezembro de 2010





É triste o que escreves!

Como é que eu explico
Que tudo o que escrevo é FELIZ

Certo, como o dia de amanhã
FELIZ, como a palavra não descreve
Presente, como todo o passado
Que trago até hoje

É triste o que escreves!
Tudo o que escrevo é FELIZ!

sábado, 27 de novembro de 2010





Pergunto-me

O que conhecerei da minha origem
O que poderei descobrir
O que disso será verdade

[Duvidarei sempre da verdade!]

terça-feira, 23 de novembro de 2010



Amanhã
Quero continuar a pertencer a essa rua
Como se ela fosse um prolongamento do meu sentir

Imagino-me a ser
As casas que a contornam
As galerias de arte
As exposições
Os artistas

As pessoas que caminham
O chão que suporta
As roupas
Os pensamentos

O CCB
As lojas, objectos, cores
A mesa em que lanchavam os vendedores
As conversas que os entretinham
A partilha

Amanhã
Quero continuar a pertencer a essa rua
Saber-me diferente
E, sobretudo, igual!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


Compreendes o milagre
De cuidar de um quilo e pouco de Pessoa

Sentir-me Deus e Ser Humano ao mesmo tempo

Ser Enfermeira?

terça-feira, 16 de novembro de 2010





Faz frio dentro de mim
Talvez caiam folhas
E chova de vez em quando

Vou comprar mais agasalhos
1 guarda-chuva
Escapar deste Inverno que teima abarcar-me

Talvez consiga aí construir uma Primavera!

Há questões que matam tudo o que somos
Transformam-nos em pó
E, por vezes, em nada

Crescerá aí o lamento?
NÃO! Reunir-se-á a força necessária
Para abrir o futuro

[Será que vejo tão longe quanto os outros?]




Dá-me
1 momento de insónia
Uma janela aberta para a noite
1 pedaço de céu
Uma neblina ao longe
E cada vez mais perto

Dá-me
Uma cidade a meus pés
Pessoas a caminhar na rua às 2:59h
Uma música conhecida a passar na rádio
Memórias do que consegui ser
Do que quero ser

1968 Apolo rumo à lua

E, talvez, eu já só consiga dormir quando não for noite!

terça-feira, 2 de novembro de 2010


É cedo, de tão noite

Coimbra não dorme
Os meus vizinhos não dormem
Eu não durmo

Não sofremos por insónias
Nem por um qualquer amor

Não permanecemos acordados por obrigação
Nem por um qualquer delírio

Não fechamos os olhos por cansaço
Nem por nos sentirmos mortos

É cedo, de tão noite

E estamos vigilantes por esse orgasmo que é criar!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010





Se pudesse voltar ao futuro
A esse lugar que me preenche
Ao qual sinto pertencer
Seria imortal

Libertar-me-ia

De um passado que já foi
De um presente que já não é
De Deus e de Cronos

Escoltaria o que sou
A minha obra

Salvaria a minha alma
S.O.S.

domingo, 12 de setembro de 2010


Não acredito em Princesas. Não acredito em príncipes. Não acredito em histórias de amor com finais do género … e foram felizes para sempre!
Não acredito em Finais Felizes!
Se são felizes, porque seriam finais?
Contudo existem sonhos em que consigo ser boa pessoa e conheço boas pessoas. E nesses sonhos eu posso ser o que sou e nada mais e posso ser o que sou e um pouco mais… Posso, compreendem? Nesses sonhos Cronos obedece-me acelerando os ponteiros nas ausências e diminuindo-lhes o ímpeto nas presenças. Nesses sonhos é possível o conhecimento mútuo, a sensação orgástica do toque, a sensação de que só seriamos felizes naquele momento, daquela vez!
Já disse. Não acredito em Finais Felizes! Acredito em sonhos felizes e de vez em quando em histórias felizes!
Acredito que o Amor, a par da arte, senão uma forma de arte, ajuda o Universo a ser Universo. A Humanidade a ser mais Humana, os Homens a ser mais Homens e, porque não, as Mulheres a ser mais Mulheres!
Aproxima-nos de Deus. Não desse Deus comercial “em qualquer igreja perto de si!”. Não desse Deus que julgamos Ser. Não desse Deus personalizado pelo Universo. Mas do Deus das pontes, das nossas pontes com o universo. Das pontes que conseguimos construir juntos.


Take my hand.

E permite-me continuar a viver histórias felizes!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010




I
A escrita não se cria
Os caracteres são conhecidos
As palavras das esquinas que frequentas
As frases, frases feitas

As ideias
São de outros como tu

A Mensagem
Da Pessoa que resta em Ti

A escrita não se cria
Toda ela é transformação

II
Já disse.
Toda ela é transformação

A daquele que pensa
Escreve
Lê
Sente

O transformador

III
Já disse.
O transformador

Aquele que usa a sua língua,
Deus-Homem.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

100 palavras, com imagens





Papel branco.
É, em pânico,
Ter-se sensações confusas
Pensamentos revoltos
Ideias?!

É, em pânico,
Não ter nada

Escrito, válido

É a ausência de feitos
Ou a patologia mais temível
Do poeta escritor

A extinguir-se!



Imagens?

domingo, 8 de agosto de 2010




Pudesse eu ser o que desejas
E continuaríamos parte
Do todo

Viveríamos uma felicidade opaca
Própria da visão singular

Do todo não haveria percepção
A menos que eu pudesse ser o que sou