quinta-feira, 6 de maio de 2010


Ciência,
Obra de um Deus austero,
Limitadora da criação dos Homens.

Porém, verdade
Após séculos de camuflagem.

Ainda,
Imaginação escrava da inteligência.

Repleta de mudança
Mudas o Mundo
E, por vezes, o Homem!

[O Tempo galopa
A par do cavalo castanho]

Os novos partem
Os campos deixam de ser cultivados
Os velhos morrem
As casas são abandonadas

[Sobrevive-se do que se foi
Com receio do que se poderá ser]

Mas,
A minha Aldeia permanece
Daqueles que acreditam
Na sua origem

Eu também parti.
Incorporei localidades soberbas
Incapazes de preencher os meus sentidos

Por isso,
REGRESSO.
Sento-me no seu único café
Vejo a vida galopar
E, sinto-me FELIZ

Aqui,
Sou Livre,
Mulher,
Humana.

Sou paisagem dos que vêem,
Sendo observadora dos que passam.
Sou som dos que ouvem,
Aroma dos que cheiram,
Gosto dos que saboreiam,
Toque dos que palpam.
Sou sentidos!

O que almejo
E outros desejam!

Possuindo a Liberdade,
Em fúria,
Torno quimeras realidade.

Hoje, e apenas Hoje,
É possível
Alterar o Presente.

Desta escarpa,
Observo o Mundo
Do qual sou Parte
E Todo.
[Vejo-o à distância,
De tão perto!]

E, a Terra absorve
O olhar de viajante fatigada.
As habitações,
Qual moradias do Tempo,
Albergam passado, presente e incerto.
A música,
Creio ser cânticos de entrega.
Os caminhos,
Fonte de partida e terna chegada.

Regressarão todos os que partem?
Na memória.

quarta-feira, 21 de abril de 2010


Pergunto-me,
Será a existência um lapso de Deus.

Procura.
Encontras?
Não desistas.
Nem sempre o errado não se encontra certo!

O errado é relativo.
O relativo, relativiza-se!

Nada existe.
Tudo é válido.
Encontramo-nos na Era da Liberdade!
Condicionada, mas Liberdade!

Sinto a liberdade a iniciar-se na compreensão.
O outro não consegue integrar-te?
Prende-se em si.

Não simplifiques,
Ignorando.

Terminou-se o Tempo da exposição do outro.
Cria-se Tempo.
Cronos jamais conseguirá devorar-nos juntos.

Liberdade.
Desejava integra-la,
Num Tempo Singular e Plural,
Num Tempo não cronometrado.

A trabalhar para Ser Livre.

Observo.
Desgasto o olhar.
São Pessoas, Objectos e Som!
Penetram no tímpano em volume e altura
Sons, som e mais sons…

Toco nesses Objectos.
Penetro-os, sem clemência.
Não osculto opiniões!
Penetro-os.
[Compreendes-me?]

Saboreio o café.
[Sinto-lhe o gosto e o cheiro!]
Grito?
Não!

Necessito de estímulos.
Em quantidade! Em qualidade!
E repouso.
Descanso.
Todas as vozes internas o clamam!
Descanso.
[Este organismo,
Exige-o!]

Todavia, o intelecto não se submete!
O intelecto incomoda.
Intelectualizar manifesta incompreensão!
[Compreendes-me?]

Necessito de teorias.
Singulares.
Inerentes ao indivíduo, individual!

O cheiro do tabaco incorpora-me.

Distancio-me de outros e com outros.
Mentira!
Distancio-me, divago e disserto!

Procuro um Deus interno,
Ao meu Ser.
Não creio na existência de outros.
Creio no que vive!

Creio no olhar, toque, cheiro, gosto, audição e tacto,
Com que descobres a farsa!

Almejas quimeras.
Até a farsa superar-te.
[Compreendes-me?]

terça-feira, 23 de março de 2010


Pudesse escrever a Dor
E toda a grafia seria
Vermelha.

A lembrar
Sangue
De golpes fatais

A lembrar
Vinho
De delírios descomunais

A lembrar
A alma transparente,
Que colérica,
Ruboriza

[As lágrimas nascem nos meus olhos
Vivem no meu rosto
Morrem nas minhas mãos e, raramente, no chão.

Valiosas,
Materialização da Dor,
Liberta!]


No entorpecimento da aula,
Incorporando o meio,
Na absoluta ignorância,
Ousas ousar!

[Por desconhecimento
Ou exagerada sapiência?]

Não limitas o teu pensamento.
Voas,
Depenas,
Mas consegues voar!

No interior do meu Ser
Uma quimera dilacera.

Almejo a poesia,
Na voz do criador, Poeta!
Almejo cantar seres, feitos e Homens.
Almejo, Helena, ao ritmo da maresia,
Cantar-te,
Num prolongamento,
Da tua bele
za.


Amanhece,
O Tempo não aguarda
Forma seres precoces!

[Ilustrado com uma imagem ao anoitecer!]

domingo, 21 de março de 2010



Um dia
Escrevi-te um poema
100 palavras!

Ontem,
Hoje,

E, talvez amanhã,
Amo-te

Mas, venderia a alma a Deus
Se em troca
Pudesse apagar-te em mim

Quebrar-me-ia
Em 100 palavras
Se as que a Ti pertencem
O vento as levasse
[Ou mesmo, um serial-killer as matasse!]

Fragmentar-me-ia
Se…
Fosse crente
Em Ti, em Deus e Finais Felizes!