13 Maio 2012

- Elsa, o que fazes quando não escreves?
- Fujo de mim.

19 Janeiro 2012

Só somos grandes
Quando saímos de dentro de nós!





13 Janeiro 2012

Não tenho palavras
Olhares ou gestos
Que matem a dor


A dor que permanece


Após as palavras
Olhares ou gestos
Que tenho


A dor que dói
Em quem a sente


A dor que dói
Em quem a vê sentir


Como digo,
Não tenho palavras

29 Outubro 2011

Hoje
Sou feliz

Ouço
A música que quero

Vivo
As pessoas que quero

Sou
O que quero
Menos, mais e o que quero

Haverá maior liberdade,
Do que aceitar o Presente?


Sou da verdade e da mentira
Sonho e realidade
Deus e Pessoa

Vejo-me a ser TUDO
Capaz de TUDO
Excepto pertencer-te


És capaz de perdoar-me?

20 Setembro 2011




Seguro o mundo na mão
Ele foge-me por entre os dedos

Seguro com as duas mãos
Ele foge-me por entre os dedos

Seguro-o com a alma
E ele é meu

[Acho-me capaz de o partilhar contigo]
3 Cenários

1º Cenário
Tarde de Domingo. Chegamos a casa após o café. O meu pai segura na mão um objecto cujo nome desconheço. Aproxima-se de uma árvore pequenina e desenterra-a para a voltar a enterrar na mata que rodeia a nossa habitação. Não é um cenário que já não tenha acontecido. Com as mesmas personagens. Termina todo o processo. Chove. E ele grita da mata enquanto contempla a árvore:
- Elsa abre a torneira para eu regar a árvore.
Chove.
- Pai… Chove!
- Correcção. Chove um bocadinho. Sai mais água da mangueira!

2º Cenário
Tarde de Domingo. Jogamos cartas (sueca) com os nossos amigos no café. É a vez do Sr. Domingos dar cartas.
Ele mostra a carta de trunfo e à volta coloca três aglomerados de cartas. Forma uma pirâmide.
Eu:
- O Sr. Domingos está a dar cartas ou a distribuir o tarot... Só falta o turbante para parecer a Maya.

3º Cenário
Tarde de um dia qualquer. Diz-me uma pessoa a falar de outra:
- Ela é pior do que o Espírito Santo!
- Não percebi!
- Pior do que o Espírito Santo… Está em toda a parte.


Meu amor
Ainda há quem possa morrer.

De amor!

08 Agosto 2011


Palavras
Gestos
Pessoas cheias de palavras e gestos

Gestos
Pessoas
Palavras cheias de gestos e pessoas

Pessoas
Palavras
Gestos cheios de pessoas e palavras

Esta noite danças?

12 Junho 2011


Mudo a cor do cabelo, a marca do batom, o formato do biquíni que uso.
Mudo de roupa e de sapatos.
Mudo.

E gostava de mudar-me de mim.

Posso?

14 Abril 2011


Concebo-me pessoa numa estória de amor
Não correspondido a todos
Apenas aquele


Em que encontrar
É medo de já não ser suficiente


Vejo-a ser levada
Sinto-a beijar-me com o olhar
Sigo-a


[Até perder o que sou]


Vejo-a ser despida
Para que o Deus dos Homens
Veja a sua imundice
Onde só vejo a mulher
[Que amo]


Planeiam esfola-la
Faço-os procurar a pedra
Que os constitui
Ficamos sós com o temp(l)o


Seguro-a nua
Quero-a. Abraço-a.
Foco-me na nossa hiperventilação
Quase a beijo


Abraço-a. Quero-a mais.

Não há tempo.

Mato-a com as minhas mãos


Pertenço-lhe e à sua elipse


Abandono-nos. Apedrejam-na.


Sei-me morto
Por um beijo que não foi dado


Pertenço-lhe

30 Março 2011


3 minutos
De 1 beijo perfeito


Não 2,
Nem 4


3 minutos
Ainda tens tempo?

18 Março 2011


I
À luz da vela
Branca
Recém-acesa
Iluminadora

De lápis verde
Infinito
Útil

A Lua. Longe,
Quase escondida,
Mas, deste lado da Terra

Invadida por sons, ruído, barulho
TOM… TOM… TOM…
Computador desligado!

À procura
No interior e exterior
De mais luz

À procura de um NADA
Aquele,
Um NADA que é TUDO

À procura de Ser

II
À procura do NADA/TUDO
O NADA Eu
OTUDO o Outro

O Outro mágico
Espelho do Eu
[Esse EU sem Outro
Solidão]

III
A luz da vela mantêm-se
Chegará para iluminar-me?